Harmonização com comida italiana vegana.

Matéria do mês de Outubro da Revista Vegetarianos.

Uma cozinha “da Nona” com ingredientes simples e muito valorizados.

Quem não gosta de uma boa massa com molho de tomate?! Se o vinho acompanhar, melhor ainda!

A cozinha italiana é cheia de aromas e sabores e nem sempre fica fácil combinar com o vinho. Para entender qual vinho escolher devemos prestar atenção em quais são os sabores que encontraremos. Basicamente falando dessa culinária, temos nos pratos o predomínio do tomate, do azeite e do manjericão. Harmonizar é pensar combinações analisando gostos, sabores, texturas e temperaturas.

Pensemos em nossa reconfortante macarronada: Esqueça a massa; o molho é nossa chave. Vamos ter o predomínio de acidez, doçura e sabores delicados muitas vezes acompanhados do aromático manjericão. O vinho deve ter características semelhantes e deve ter principalmente boa acidez para não ser apagado pela acidez da comida e ser um vinho mais leve.

Um vinho amigo do molho de tomate é o versátil Chianti feito com a uva Sangiovese na Toscana, um estilo de vinho coringa sempre com boa fruta e acidez.

Tomate também nos leva a pensar em pizza. Aqui devemos prestar muita atenção no recheio escolhido, lembrando que sempre haverá um toque de doçura do molho e alguma erva, orégano ou manjericão. Se a opção for recheio com verduras como escarola ou brócolis um vinho com notas de ervas pode ser uma boa, um Sauvignon Blanc por exemplo (sim, vinho branco fica bem legal). Se houver cogumelos, como seu sabor é sempre muito marcante, podemos pensar em vinhos com bastante acidez, fruta moderada e um pouco de álcool presente; um Pinot Noir da Borgonha ou Nova Zelândia, vinhos do Beaujolais e também os italianos feitos com a uva barbera. Isso vale tanto para pizza quanto para uma massa.

Outra grande preparação muito presente é a Caponnata, típica da Sicilia, sempre com berinjela, outros vegetais, ervas e muito azeite. Os sabores são tostados e levemente adocicados e sua textura é untuosa. Os vinhos do sul da Itália são bem vindos aqui, assim como de outros climas quentes como Alentejo, mais robustos, com mais fruta e taninos que quebram a gordura em boca. Vinhos com a uva primitiva da Puglia ou Nerod’Avola da Sicilia. Os carmernéres chilenos vão muito bem pelas semelhanças aromáticas (principalmente se houver pimentão).

Os pratos e os vinhos são infinitos, mas já conseguimos ter uma linha de pensamento. Tenha sempre em mente as características do prato antes de escolher seu vinho: Lembramos que vinhos de clima quente tem mais fruta e álcool e um mapinha na hora da escolha do vinho facilita. Consultar o contrarrótulo da garrafa também pode te ajudar.

Buon appetito!

Dicas de Vinhos

Il Secondo Pacina 2013 – Chianti – Toscana – Itália (tinto) – Uva Sangiovese – Orgânico/natural

Fruta vermelha madura, couro e erva no nariz, em boa acidez, delicado com taninos presentes e finos, resíduos de levedura (não filtrado).

R$ 138,04 – Onde comprar: Piovino http://www.piovino.com.br (11) 97315 – 2373

Aposte nele com uma bela massa ao sugo

Peter Yealands 2015 – Marlborough – Nova Zelândia (tinto) – Uva Pinot Noir – Produção sustentável/Vegan Friendly

Geléia de frutas vermelhas e especiarias como pimenta preta no nariz, em boa tem acidez, tanino fino, boa persistência.

R$ 90,00 – Onde comprar: Pão de Açucar www.paodeacucar.com – (11) 3055-6767

Aposte nele com uma pizza com recheio de cogumelos

 

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